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20.07.2016
Movimento Sindical
Tendências sobre o tempo de trabalho no Século XXI
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital

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19.07.2016
Val Gomes
Uma ilustração em defesa das 40 horas semanais
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital

 


Ilustração: Val Gomes

 

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13.07.2016
Movimento Sindical
Caiu a Máscara!
Miguel Torres
Presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical

A crise econômica, além de gerar desemprego e incertezas, tem um componente pesado que é o ataque aos direitos trabalhistas. Há três anos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou um documento com 101 propostas para“elevar” a competitividade e a produtividade da indústria a partir da redução de custos, da burocracia e, principalmente, da mão de obra. Como propaganda, os patrões dizem que é a panaceia para os problemas econômicos do País e para a modernização das relações entre capital e trabalho. Balela!

Entre as propostas, os patrões defendem a substituição do legislado sobre o negociado, a revogação de decisões da Justiça favoráveis aos trabalhadores e, principalmente, a flexibilização, entenda-se redução de direitos, com proposta de alteração na Constituição e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Até mesmo a homologação feita pelos Sindicatos, como órgãos de fiscalização, tentam derrubar!

Em nome da modernidade, esta posição retrógrada foi novamente explicitada em recente proposta feita ao governo pelo presidente da CNI, Robson de Andrade, de aumento da jornada de trabalho de 44 para 80 horas semanais ou 12 horas diárias. Inacreditável! Falam em modernizar com mentalidade de mais de 100 anos atrás.

Esta proposta, além de causar indignação e repúdio do movimento sindical, reacendeu a luta pela jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. A redução de 44 para 40 horas será fundamental para gerar emprego, mais segurança, qualidade de vida para o trabalhador (que terá mais tempo para conviver com a família, estudar, ter lazer e descanso), beneficiando toda a sociedade, as empresas, a produção e a competitividade tão almejada pelo setor empresarial.

Contra a crise propomos a Renovação da Frota de Veículos, o Compromisso pelo Desenvolvimento e a Pauta Trabalhista, que contêm, entre vários itens, a redução constitucional da jornada de trabalho. O momento é este: contra os patrões das 80 horas, trabalhadores exigem 40 horas semanais, já, sem redução dos salários!

Vamos à luta, com mais força ainda!

Miguel Torres
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM e vice-presidente da Força Sindical

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12.07.2016
Movimento Sindical
40 horas semanais: Centrais Sindicais intensificam campanha
Blog 40 Horas
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40 horas semanais: Centrais Sindicais intensificam campanha
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thumbnail_banner_reducaodajornadaCrédito: Foto Montagem Força Sindical
Defesa da jornada de 60 horas pela CNI provoca indignação nos dirigentes sindicais
A proposta do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, feita ao governo, de aumentar a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 60 horas (12 horas diárias), provocou a indignação e o repúdio das Centrais Sindicais e reacendeu a luta pela jornada de 40 horas semanais. Trabalhar 40 horas semanais está em consonância com o que há de mais moderno, sem comprometer a competitividade no mundo, pois países como Canadá, Estados Unidos e Suécia adotam este modelo.
Um dos inúmeros benefícios da redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho, sem redução de salários, é a criação de um círculo virtuoso, pois gera empregos no País, especialmente neste período de crise econômica. “É uma medida excelente para a população e também para as empresas, que terão a chance de aumentar seus lucros, já que o emprego está diretamente ligado ao consumo de bens. Em resumo: todo mundo ganha”, declara Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal pelo Solidariedade – São Paulo.
“Com 44 horas semanais de trabalho, incluindo as duas horas extras permitidas pela legislação, a jornada brasileira vai até 54 horas e, por este motivo, temos de intensificar a mobilização para as 40 horas se tornarem realidade. Fruto desta pressão e negociações coletivas, temos, hoje, mais de 30 categorias usufruindo das 40 horas ”, declara João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical. A redução da jornada desperta o interesse de todos os trabalhadores que desejam conviver mais com a família, estudar mais, ter lazer e descanso.
“O crescimento econômico é sempre determinado pela demanda. Neste sentido, o emprego gerado pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários tem, por um lado, potencial de puxar o crescimento econômico, e, por outro, tem um componente redistributivo. Ademais, o Brasil possui um número elevadíssimo de assalariados trabalhando mais do que a jornada legal. Em 2015, em São Paulo, este número chegou a 25,3%; em Salvador, este número chegou a 34,7%”, segundo a PED/Dieese.
Aqui estamos tratando de jornada efetiva. A análise ‘Custo do Trabalho, produtividade e competitividade: evolução recente e comparações internacionais’, da CNI, elaborado com dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), sobre o custo do trabalho, constata que o custo do trabalho no Brasil é relativamente baixo, sobretudo se comparado a países como os EUA e a Zona do Euro: enquanto no Brasil o custo é US$ 11,20 por hora, na Zona do Euro o custo é de US$ 41,27, nos EUA US$ 35,67 e na Argentina US$ 18,87”, observa Altair Garcia, técnico do Dieese.

Defesa da jornada de 60 horas pela CNI provoca indignação nos dirigentes sindicais

A proposta do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, feita ao governo, de aumentar a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 60 horas (12 horas diárias), provocou a indignação e o repúdio das Centrais Sindicais e reacendeu a luta pela jornada de 40 horas semanais. Trabalhar 40 horas semanais está em consonância com o que há de mais moderno, sem comprometer a competitividade no mundo, pois países como Canadá, Estados Unidos e Suécia adotam este modelo.

Um dos inúmeros benefícios da redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho, sem redução de salários, é a criação de um círculo virtuoso, pois gera empregos no País, especialmente neste período de crise econômica. “É uma medida excelente para a população e também para as empresas, que terão a chance de aumentar seus lucros, já que o emprego está diretamente ligado ao consumo de bens. Em resumo: todo mundo ganha”, declara Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal pelo Solidariedade – São Paulo.

“Com 44 horas semanais de trabalho, incluindo as duas horas extras permitidas pela legislação, a jornada brasileira vai até 54 horas e, por este motivo, temos de intensificar a mobilização para as 40 horas se tornarem realidade. Fruto desta pressão e negociações coletivas, temos, hoje, mais de 30 categorias usufruindo das 40 horas ”, declara João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical. A redução da jornada desperta o interesse de todos os trabalhadores que desejam conviver mais com a família, estudar mais, ter lazer e descanso.

“O crescimento econômico é sempre determinado pela demanda. Neste sentido, o emprego gerado pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários tem, por um lado, potencial de puxar o crescimento econômico, e, por outro, tem um componente redistributivo. Ademais, o Brasil possui um número elevadíssimo de assalariados trabalhando mais do que a jornada legal. Em 2015, em São Paulo, este número chegou a 25,3%; em Salvador, este número chegou a 34,7%”, segundo a PED/Dieese.

Aqui estamos tratando de jornada efetiva. A análise ‘Custo do Trabalho, produtividade e competitividade: evolução recente e comparações internacionais’, da CNI, elaborado com dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), sobre o custo do trabalho, constata que o custo do trabalho no Brasil é relativamente baixo, sobretudo se comparado a países como os EUA e a Zona do Euro: enquanto no Brasil o custo é US$ 11,20 por hora, na Zona do Euro o custo é de US$ 41,27, nos EUA US$ 35,67 e na Argentina US$ 18,87”, observa Altair Garcia, técnico do Dieese.

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27.06.2016
Política
A Suécia reduziu a jornada de trabalho para 6 horas diárias; veja o que aconteceu 1 ano depois
Blog 40 Horas
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O bem estar da população é assunto sério na Suécia. Esforçando-se para se manter na vanguarda no que diz respeito aos direitos trabalhistas, a Suécia começou, em 2015, a testar reduzir a jornada de trabalho, de 8 para 6 horas diárias, sem redução de salário. E os resultados começaram a aparecer.
Passado um ano, as autoridades garantem que o saldo é totalmente positivo: redução de faltas, maior produtividade e melhora até mesmo na saúde dos empregados. “Tivemos 40 anos de uma semana de trabalho de 40 horas. Hoje temos uma sociedade com índices mais altos de faltas por motivos de saúde e de aposentadoria antecipada”, afirma Daniel Bernmar, líder do Partido da Esquerda na Câmara Municipal de Gotemburgo, responsável pelo experimento. Daniel espera em breve instituir oficialmente a nova carga.
Ver as imagens
Algumas empresas tiveram de contratar novos funcionários, mas a maioria garantiu que o aumento da produtividade compensou o horário menor.
“Pensamos que a redução da semana de trabalho nos obrigaria a contratar mais funcionários, mas isso não aconteceu, porque todo mundo está trabalhando de modo mais eficiente”, disse Maria Brath, fundadora de uma startup em Estocolmo, que há três anos dobra sua receita e lucro anualmente – e o mesmo se deu com a jornada reduzida.
Empregados da Toyota em Gotemburgo garantem estar mais felizes, assim como seus patrões, pois o rendimento da empresa subiu em um ano. A jornada reduzida não é novidade no Suécia – somente um por cento da população trabalha mais de 50 horas por semana. Segundo as autoridades, não só a jornada menor como a flexibilização dos horários são o futuro do trabalho – ao menos na Suécia, um raro país onde o futuro parece sempre estar de fato logo ali.

Matéria Yahoo

O bem estar da população é assunto sério na Suécia. Esforçando-se para se manter na vanguarda no que diz respeito aos direitos trabalhistas, a Suécia começou, em 2015, a testar reduzir a jornada de trabalho, de 8 para 6 horas diárias, sem redução de salário. E os resultados começaram a aparecer.

Passado um ano, as autoridades garantem que o saldo é totalmente positivo: redução de faltas, maior produtividade e melhora até mesmo na saúde dos empregados. “Tivemos 40 anos de uma semana de trabalho de 40 horas. Hoje temos uma sociedade com índices mais altos de faltas por motivos de saúde e de aposentadoria antecipada”, afirma Daniel Bernmar, líder do Partido da Esquerda na Câmara Municipal de Gotemburgo, responsável pelo experimento. Daniel espera em breve instituir oficialmente a nova carga.

Algumas empresas tiveram de contratar novos funcionários, mas a maioria garantiu que o aumento da produtividade compensou o horário menor.

“Pensamos que a redução da semana de trabalho nos obrigaria a contratar mais funcionários, mas isso não aconteceu, porque todo mundo está trabalhando de modo mais eficiente”, disse Maria Brath, fundadora de uma startup em Estocolmo, que há três anos dobra sua receita e lucro anualmente – e o mesmo se deu com a jornada reduzida.

Empregados da Toyota em Gotemburgo garantem estar mais felizes, assim como seus patrões, pois o rendimento da empresa subiu em um ano. A jornada reduzida não é novidade no Suécia – somente um por cento da população trabalha mais de 50 horas por semana. Segundo as autoridades, não só a jornada menor como a flexibilização dos horários são o futuro do trabalho – ao menos na Suécia, um raro país onde o futuro parece sempre estar de fato logo ali.

 

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02.05.2016
Movimento Sindical
Viva o 1º de maio
Blog 40 Horas
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"A data universal de comemoração do Dia do Trabalhador levou tempo a ser estabelecida. Reverenciando os ritos pagãos de chegada da primavera no Hemisfério Norte e respeitando a data costumeira de renegociação de acordos nos Estados Unidos, o massacre dos trabalhadores em Chicago (depois de uma provocação policial) tingiu de sangue a comemoração e fixou a data para o mundo inteiro (exceto para os Estados Unidos, mas isso é outra história).

Independentemente de seu caráter oficialista ou de seu caráter contestatório, com conflito ou com festa, a comemoração do 1º de Maio foi objetivamente a ocasião de uma luta unitária e secular do movimento operário: a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.

Essa luta foi vitoriosa e é hoje um marco do processo civilizatório.

Este ano aqui no Brasil, dadas as condições anormais pelas quais passam a sociedade, o mundo político e as instituições, o 1º de maio será igual aos anteriores e muito diferente.

Será igual porque as pautas sindicais apresentadas em todos os eventos comemorativos serão unitárias, de denúncia, de resistência e de reivindicações.

Será diferente porque, dadas as condições, os eventos além de divididos geograficamente (o que tem sido costumeiro), marcarão a curto prazo a divisão do movimento sindical em dois grandes blocos aguerridos em suas linhas políticas.

Devemos nos inspirar na própria trajetória dos 130 anos de comemorações do 1º de Maio e trabalhar com paciência e com sagacidade para recompor a unidade de ação do movimento sindical brasileiro. A Argentina de hoje pode nos servir de lição.

A emoção tática não pode predominar sobre a razão estratégica, o imediato não pode vencer o permanente".

João Guilherme, consultor sindical

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