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07.04.2010
Cidadania
É de suma importância!
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital
"É de suma importância a redução desta carga, pois devemos lutar para pelo menos garantir o nosso direito de estudar e passar alguns momentos em família, ter um pouco de lazer e efetuar uma higienização mental primordial, até mesmo para um melhor desempenho produtivo"

Por Tiago
mensagem enviada em 5/4/2010
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05.04.2010
Movimento Sindical
Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho para 40h
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital

"Companheiros e Companheiras,

A Executiva Nacional da Força Sindical, reunida no dia 15 de março passado, deliberou que o encaminhamento da luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais deve continuar no centro das atividades da central no primeiro semestre deste ano, apesar das dificuldades enfrentadas pela tramitação da matéria na Câmara do Deputados.

Deliberamos:

1) manter a pressão sobre a Câmara dos Deputados, com o deslocamento de caravanas de dirigentes e ativistas sindicais à Brasília e o envio de mensagens aos líderes partidários exigindo a inclusão do debate e votação da PEC nº 231/95 na pauta;

2) organizar a luta a partir das empresas, buscando acordos isolados de redução da jornada;

3) apresentar pauta aos sindicatos patronais sobre o mesmo tema e exigir a abertura de negociações.

Informamos que, a partir de contatos mantidos pelas centrais sindicais com o Governo Federal, estamos construindo um acordo para que a Liderança do Governo e a base aliada orientem suas ações à colocação da discussão e deliberação da PEC da Redução da Jornada na pauta da Câmara. Para tanto, é necessário, nos termos da resolução da Executiva Nacional acima, retomar a pressão sobre as bancadas estaduais e os líderes partidários da Casa.

Contando com o apoio de todos, aproveito para reiterar-lhes minhas cordiais saudações".

Atenciosamente,
João Carlos Gonçalves (Juruna)
Secretário-geral da Força Sindical

www.fsindical.org.br

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25.03.2010
Movimento Sindical
Jornada de 40 horas: Agora é a nossa vez!
Miguel Torres
Presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical

Jaélcio Santana

Por Miguel Torres*

“A conquista da jornada de 40 horas semanais pelos trabalhadores só se dará pela mobilização e pela pressão do movimento sindical, nas fábricas e no Congresso Nacional. Esta luta vai mostrar aos deputados e senadores, e aos patrões, a importância da jornada menor não só para os trabalhadores como para a sociedade.

Segundo pesquisadores britânicos do News Economics Foundation, a salvação da economia mundial está na redução da jornada para 21 horas por semana – nós nem reivindicamos tanto. De acordo com o estudo – matéria do Estadão online de 17/01/10 –, essa medida aliviaria as pressões sobre o meio ambiente, ao cortar o consumo de energia e de outros recursos naturais; diminuiria o estresse tanto de empregados quanto de patrões, dando-lhes mais oportunidades de lazer; e mais mulheres poderiam entrar no mercado de trabalho, já que teriam mais tempo para cuidar dos filhos.

Uma das autoras do estudo, Anna Coote, acredita que com uma jornada de 21 horas teríamos mais tempo para sermos pais melhores, cidadãos melhores, vizinhos melhores, empregados melhores, menos estressados e mais produtivos. “É hora de romper o poder do velho relógio industrial, resgatar nossas vidas e trabalhar para um futuro sustentável”, diz ela.

Mas os empresários não pensam assim, e estão fazendo um grande movimento para adiar a votação do projeto da redução da jornada na Câmara dos Deputados. Eles dizem que a redução tem que se dar por meio da negociação entre os Sindicatos e as empresas. Isso é discurso. Na prática, os patrões só negociam sob pressão ou com a fábrica parada (greve).

De nossa parte, estamos abertos à negociação. Só neste ano de 2010, fechamos mais de 20 acordos de redução, beneficiando mais de dez mil trabalhadores. Alguns acordos fixam a jornada de 40 horas já a partir deste ano, enquanto outros estabelecem uma redução gradativa. E temos várias negociações agendadas.

Temos na base muitas metalúrgicas que trabalham 40 horas há anos, e não quebraram, não perderam a competitividade nem tiveram queda de produção. Muito pelo contrário. De acordo com o IBGE, a produtividade do trabalho aumentou 84% de 1988 a 2008, enquanto o salário médio retraiu 27%. Isto mostra que a redução da jornada é possível. Por isso, vamos persistir na luta até a conquista desta importante reivindicação, econômica e social, geradora de emprego e renda.

Nós vamos pressionar e os empresários vão decidir se querem negociação ou greve: redução da jornada, já!”

* Miguel Torres é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical

www.metalurgicos.org.br

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25.03.2010
Movimento Sindical
Um desrespeito contra os trabalhadores e as trabalhadoras
Blog 40 Horas
Arte Jaws Digital

Federação Metalúrgicos SP


Por Francisco Sales, Chiquinho*


"A última edição da Revista Isto É, de 17 de março de 2010, traz uma declaração do Deputado Nelson Marquezelli (PTS-SP) que representa uma afronta e um desrespeito à classe trabalhadora brasileira.

Marquezelli, que é contra a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil, diz que “se o projeto for aprovado na Câmara, as quatro horas serão desperdiçadas no bar, na academia ou simplesmente em casa”. Para o deputado, o ideal é trabalhar mais e qualificar-se para ganhar mais.

Uma declaração absurda como essa chega revoltar qualquer pai de família. Do ponto de vista social, reduzir a jornada para 40 horas semanais humanizará as relações de trabalho; melhorará a qualidade vida do trabalhador, uma vez que terá mais tempo para ficar com sua família, acompanhar o desenvolvimento dos filhos, terá mais tempo para o lazer (o que é necessário para todo ser humano).

Com a redução o trabalhador terá mais tempo para se qualificar profissionalmente. Marquezelli também defende que o trabalhador tem de se qualificar para ocupar melhores cargos, mas fica a pergunta: como um pai de família trabalho 44 horas semanais, tendo que participar das ações da sua casa, tem tempo para estudar?

Outro ponto importante. Segundo dados do Dieese – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, a redução geraria 2,2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil.

Como vereador, propus uma moção de repúdio à declaração de Marquezelli, a qual foi acatada por todos da Câmara. No entanto, apenas os vereadores Débora Ventura, Adilson Guisso e Francisco Tucá assinaram a moção.

Somente um político retrógrado e que desconhece a realidade do povo brasileiro poderia dar uma declaração extremista de que a redução proporcionaria sim a ociosidade improdutiva ao trabalhador. Talvez, para pessoas como Marquezelli, que não sabem e nunca souberam o que é dar duro numa linha de produção podem dizer uma barbaridade como essa.

Nas entrelinhas de sua declaração, o Deputado insinua que todo trabalhador almeja uma carga de trabalho menor para ficar sem fazer nada. Isso é uma afronta e um total desrespeito com todas as pessoas que, diariamente, lutam para sustentar suas família e o nosso País".

* Francisco Sales, o Chiquinho, é vereador em Mococa-SP e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP

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24.03.2010
Cidadania
Rapidez na matéria!
Blog 40 Horas
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"Queremos quarenta horas o mais rápido e reembolso das horas trabalhadas a mais"

Por José Pereira
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15.03.2010
Movimento Sindical
A luta pela jornada de 40 horas não para!
Blog 40 Horas
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Daniel Cardoso

Paulinho, presidente da Força Sindical, e Clementino Vieira, presidente da CNTM

Nas últimas semanas, os diretores da CNTM-Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, em regime de revezamento, continuaram firmes na vigília da Força Sindical e demais centrais sindicais em Brasília.

O movimento sindical quer mostrar aos parlamentares, no Congresso Nacional, a importância da redução da jornada para a classe trabalhadora e para o País. Com a jornada de 40h, sem redução salarial, é possível a criação de mais de 2,5 milhões de postos de trabalho e mais tempo para o trabalhador ter convívio familiar, estudo, lazer e descanso, melhorando a sua qualidade de vida.

“Temos plenas condições para implementar esta redução, uma medida que de modo algum trará prejuízos à competitividade das empresas brasileiras. Com os expressivos ganhos de produtividade, o impacto de uma jornada menor de trabalho será mínimo, isto sem considerar os futuros ganhos de produtividade”, afirma Clementino Vieira, presidente da CNTM.

A mobilização nas fábricas, em todo o País, tem sido também muito importante para fomentar o debate sobre a importância da redução da jornada e fortalecer a luta entre os trabalhadores e trabalhadoras de nossa categoria metalúrgica.

“A luta é incansável, histórica e representa justiça à classe trabalhadora”, finaliza Clementino Vieira.

www.cntm.org.br

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