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27.01.2010
Movimento Sindical
40 horas porque o Brasil precisa gerar 2 milhões de novas vagas
Blog 40 Horas
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Em 1988 quando os trabalhadores brasileiros se organizaram e pressionaram o Congresso Constituinte pelas 44 horas semanais (antes trabalhávamos 48 horas por semana), os patrões organizaram uma campanha contra o Brasil e nós trabalhadores.

Para os patrões e seus porta-vozes, o Brasil pararia caso fossem adotadas as 44 horas semanais. Haveria desemprego, ninguém mais contrataria novos trabalhadores e o caos econômico se instalaria no Pais.

Passados 20 anos, ficou provado que a campanha dos patrões contra a redução da jornada de 48 horas para 44 horas, sem redução de salário, era terrorista e mentirosa. O Brasil nunca progrediu tanto nestes últimos 20 anos. Com ganhos em todos os aspectos, seja na produtividade dentro das empresas, na qualificação dos nossos trabalhadores e, até mesmo, na lucratividade das empresas que antes eram contra a redução da jornada.

Agora, vamos avançar para as 40 horas semanais. A gritaria dos patrões tenta repetir o terrorismo de 1988. Claro que não vai adiantar pois os trabalhadores estão cada vez mais organizados.

Agora, temos nossas centrais sindicais reconhecidas. Temos nossa imprensa ativa e que chega às fábricas. Temos muito mais liberdade de organização dentro e fora das fábricas.

Além disso, vivemos agora um ano eleitoral. E sabemos, direitinho, como funcionam os mecanismos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Por isso, reproduzimos nesta página os telefones e e-mails das lideranças dos partidos. São estes deputados e senadores que têm que colocar em pauta a votação das 40 horas semanais. E serão eles os responsáveis caso a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não aprovem a redução da jornada, sem redução de salários.

Queremos 40 horas semanais para passar mais tempo com nossas famílias, ajudar nossos filhos nas lições de casa, viver mais a nossa própria vida e gastar um tempinho com a gente na própria requalificação profissional.

Os patrões, por enquanto, só apostam no terrorismo. Mas nós, trabalhadores, vamos apostar na democracia e na pressão em cima dos deputados federais e senadores, que virão até nós em busca dos votos da reeleição. E só terão nossos votos se aprovarem, antes das eleições, as 40 horas semanais. Para gerar mais de 2 milhões de novos empregos.

Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Fonte: Andressa Besseler

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22.01.2010
Política
Movimento sindical define agenda de lutas 2010
Blog 40 Horas
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Foto de Iugo Koyama

Reunião das centrais sindicais

Escrito por Assessoria de Imprensa da Força Sindical
www.fsindical.org.br


O movimento sindical brasileiro terá duas datas importantíssimas em sua agenda neste ano.

No próximo dia 2 de fevereiro, cerca de 300 dirigentes das centrais sindicais – Força Sindical, CUT, CTB, CGTB, UGT e NCST – estarão na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional para pressionar os parlamentares a colocar na pauta de votação a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas.

No dia 1º de junho, será realizada a Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras, na qual será apresentado um documento sobre o País que os trabalhadores querem e que tipo de desenvolvimento reivindicam. O documento será entregue a candidatos a presidente da República.

A PEC (Proposta de Emenda a Constituição) 231/95, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, está pronta para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados, mas até agora não foi incluída, apesar das mobilizações feitas pelos trabalhadores. 

“Queremos que a proposta seja votada ainda neste primeiro semestre”, declarou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.

Artur Henrique, presidente da CUT, considera importante lutar pela inclusão das 40 horas na pauta de votação da Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo que sindicatos, federações e confederações organizam mobilizações nas bases.

Nesta quinta-feira, dia 21, as confederações dos metalúrgicos da Força Sindical e da CUT se reunirão para definir estratégia para negociar com os patrões acordo pela jornada de 40 horas semanais, segundo Clementino Vieira, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos).

Em São Paulo, a categoria já está realizando mobilizações nas fábricas reivindicando as 40 horas, informou Miguel Torres, presidente do Sindicato.

"Vamos buscar negociações coletivas fora das datas-base e se não houver negociações faremos greves", disse João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Eleições

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, o documento a ser desenvolvido pelas centrais será focado na valorização do trabalho e na distribuição de renda. "É importante a participação dos trabalhadores no debate do documento", disse Carlos Alberto Pereira, da CGTB, ao justificar o envio ao documento para debate nos estados antes de ser apresentado na Conferência Nacional.

"Vamos substituir a Marcha da Classe Trabalhadora que fazemos todos os anos para Brasília pela Conferência", explicou Francisco Canindé Pegado, da UGT. Já Luis Antonio Festino, da NCST, observou que esta ação só será possível com a unidade das centrais sindicais.

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18.01.2010
Movimento Sindical
Metalúrgicos de São Paulo começam mobilização pelas 40 horas
Miguel Torres
Presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical

Cerca de mil trabalhadores metalúrgicos presentes ao Encontro de Delegados Sindicais da categoria, realizado na sexta-feira, 15 de janeiro, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, aprovaram as bandeiras de luta da categoria para 2010, tendo como prioridade a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salário.

A mobilização para a conquista desta reivindicação para toda a categoria terá início nesta semana, com a realização de assembleias nas fábricas e convocação de manifestações nas ruas.

“Não vamos esperar pelo Congresso Nacional. Vamos mobilizar os trabalhadores e pressionar para que as empresas negociem. Vamos buscar o diálogo, mas iremos à greve, fábrica por fábrica, se for preciso, para garantir o atendimento desta importante reivindicação dos trabalhadores”, disse Miguel Torres, presidente do Sindicato.

A pauta de bandeiras aprovadas inclui a estabilidade para o delegado sindical, o trabalho decente, mais segurança nas fábricas, fim das contratações irregulares e aumento real de salário, entre outras.

SELO - O Encontro foi também uma comemoração ao Dia do Delegado Sindical, criado no 11º Congresso da categoria, realizado no ano passado, em memória de Manoel Fiel Filho, trabalhador metalúrgico morto em 17 de janeiro de 1976 nas dependências do DOI-CODI durante a ditadura militar.

Em sua memória, o Sindicato lançou um selo comemorativo e rendeu-lhe uma homenagem na pessoa de sua esposa, Thereza Martins Fiel; da filha, Marcia Fiel, e do neto, Gabriel, presentes ao evento.

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16.12.2009
Cidadania
Distribuição de Renda
Blog 40 Horas
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Concordo plenamente com a redução da jornada. Essa é uma das formas para ser melhor distribuida a renda do Pais.

PorRUBENS DE SOUZA SALES

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08.12.2009
Governo
Lupi volta a defender redução da jornada de trabalho
Blog 40 Horas
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Jaélcio Santana
Ministro Lupi

Durante encontro com empresários em Minas Gerais, ministro diz que o compromisso do MTE é com a defesa dos trabalhadores; e mostrou-se favorável à adoção de políticas de incentivo ao setor produtivo.

Brasília, 04/12/2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu nesta quinta-feira (3), em Belo Horizonte (MG), a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Atualmente, a jornada praticada no Brasil é de 44 horas semanais. Segundo Lupi, a medida é um bom exemplo de atualização positiva da legislação trabalhista, já que,em sua avaliação patrões e empregados saem ganhando.

"A relação entre capital e trabalho só avança quando os dois lados caminham de mãos dadas, e este é o nosso desafio. A redução da jornada é uma medida inteligente também para o empresário, porque aumenta a produtividade do trabalhador e gera mais lucro", disse o ministro, falando a empresários reunidos na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais.

Após ouvir propostas de alteração da legislação trabalhista, Lupi afirmou que o ministério está aberto ao diálogo, mas ressaltou que seu compromisso com continua sendo a defesa dos direitos trabalhistas.

"A legislação trabalhista é muito criticada, mas os fundos de garantia do tempo de serviço (FGTS) e de amparo ao trabalhador (FAT) foram vitais para garantir o crédito usado pelo Governo para manter a produção aquecida", destacou.

Juros - O ministro disse ainda ser favorável à redução da taxa de juros e à política de isenções fiscais como mecanismos de estímulo ao setor produtivo. Durante o evento, Lupi reforçou sua previsão de que a economia do país crescerá entre 6% e 7% em 2010.

Por Assessoria de Imprensa do MTE

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07.12.2009
Movimento Sindical
Isto É destaca liderança de Paulinho na luta pelas 40horas
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Edição 2091 - 9 de dezembro de 2009 - Páginas 154 e 155

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Segundo a Revista Isto É, Edição 2091 - 9 de dezembro de 2009 - Páginas 154 e 155:

"...Paulinho é hoje, indubitavelmente, a cara do sindicalismo brasileiro. Nenhum dirigente sindical no País personifica junto à opinião pública o movimento como ele, nem mesmo os históricos ex-presidentes da CUT que seguiram carreira política, como o hoje deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), ou o atual prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PTSP). "Sou independente do governo e a Força Sindical não ficou à mercê do Planalto como a CUT está hoje", diz Paulinho, ao explicar a razão de sua ascensão no movimento sindical....

...O fato é que a maior bandeira do movimento neste momento, a redução da jornada de trabalho para 40 horas, está nas mãos de Paulinho. A redução é uma reivindicação antiga da CUT, mas os protestos da central já não ecoam como antes. Pelo menos, até o momento, aos olhos da opinião pública, quem encabeça a discussão que entrará na pauta em 2010 é o sindicalista que integrou a coordenação da campanha para a reeleição de FHC e garante nunca ter votado em Lula. "Nem nas últimas eleições. Em 2006, fui de Alckmin", diz ele."

Veja matéria completa em http://www.cntm.org.br/materia.asp?id_CON=4521

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